A Serra da Estrela é muito mais do que um ponto no mapa de Portugal. É um conjunto de paisagens marcantes, costumes antigos e natureza rica e variada. Para muitos, o nome lembra logo neve e desportos de inverno, já que é o único lugar em Portugal Continental onde se pode esquiar e praticar estas atividades. Mas esta grande serra oferece muitas outras experiências ao longo de todo o ano, mostrando um encanto especial em cada estação.
Este artigo convida-o a conhecer de perto a Serra da Estrela, desde os picos mais altos aos vales glaciares, passando pelas aldeias históricas e pelos sabores típicos da gastronomia local. Vai descobrir um destino que apela aos sentidos, à aventura e ao descanso, onde o ritmo acelerado da cidade é trocado pelo silêncio forte das montanhas e por um contacto direto com a natureza.
O que é a Serra da Estrela?
A Serra da Estrela é a maior cordilheira de Portugal Continental, um gigante de pedra e montanha que se destaca pela sua altura e beleza. É um lugar que nos faz sentir pequenos perante os grandes vales escavados pelo gelo há milhares de anos. Aqui encontramos um património natural e cultural de grande valor, onde a natureza aparece em grande força e as tradições se mantêm vivas, contando histórias de um passado resistente e cheio de carácter.
Onde fica localizada a Serra da Estrela?
A Serra da Estrela fica no interior de Portugal, integrada na Cordilheira Central Portuguesa, em conjunto com a Serra do Açor e a Serra da Lousã. Estende-se pelos distritos de Castelo Branco e Guarda e inclui seis municípios principais: Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia. A sua posição central torna o acesso relativamente simples: está a cerca de duas horas e meia do Porto, a três horas de Lisboa e a cerca de 441 km de Madrid, sendo por isso um destino interessante para visitantes de várias origens.
Qual a importância histórica e cultural da Serra da Estrela?
A importância histórica e cultural da Serra da Estrela é grande e muito variada. A região é um local de tradições antigas, marcado pela pastorícia e pela produção de lã, que deixaram uma forte marca na identidade local. As aldeias históricas, como Belmonte, terra natal de Pedro Álvares Cabral, e as aldeias de montanha, mostram esse passado com castelos antigos, muralhas e bairros judeus que guardam a memória dos últimos judeus sefarditas em Portugal. A arte urbana, como o festival Woolfest, e os museus interativos dedicados aos lanifícios e a outros temas, revelam uma atualização constante dessas tradições.
Quais são as características geográficas e naturais?
A Serra da Estrela tem características geográficas e naturais marcantes. O ponto mais alto, a Torre, atinge 1993 metros de altitude, sendo o ponto mais elevado de Portugal Continental (apenas ultrapassado pela Montanha do Pico, nos Açores). A paisagem é dominada por grandes vales glaciares formados há cerca de 20.000 anos, como os vales de Loriga e Manteigas. Há muitas lagoas, com o Parque Natural a incluir 25 delas, ideais para refrescar nos dias quentes, e é aqui que nascem alguns dos maiores rios portugueses. O cenário mistura rochedos, neve no inverno e campos verdes no resto do ano, com uma grande variedade de plantas e animais.

Quais são os destaques do Parque Natural da Serra da Estrela?
O Parque Natural da Serra da Estrela é uma grande área protegida de natureza, aventura e calma, com mais de 101.000 hectares. Em cada estação do ano oferece experiências diferentes, agradando a visitantes de vários perfis. É um dos dois parques naturais da região (o outro é o Parque Natural do Douro Internacional) e cerca de um terço do seu território está classificado, incluindo a paisagem protegida regional da Serra da Gardunha e a área protegida privada da Faia Brava.
Flora e fauna nativas
O Parque Natural é um espaço cheio de vida, com muitas espécies de plantas e animais. Nos bosques, que parecem saídos de histórias infantis, crescem plantas que se adaptaram à altitude e ao clima rigoroso. A fauna também chama a atenção, com várias espécies de aves que nidificam na serra. Esta diversidade de vida é um dos maiores valores da região, convidando à observação atenta e ao respeito pela natureza.
Geoparque Estrela: património natural
O Geoparque Estrela é um Geoparque Mundial da UNESCO que reconhece a grande variedade geológica da Serra da Estrela. Este património geológico inclui formações rochosas impressionantes, vales glaciares que contam a história da terra e miradouros com vistas amplas. Percorrer o Geoparque é como fazer uma viagem no tempo, onde cada rocha e cada vale mostram milhões de anos de história do planeta.
Vales glaciares e miradouros
Os vales glaciares, como os de Loriga e Manteigas, são verdadeiras obras da natureza, moldadas por glaciares ao longo de milhares de anos. Com encostas íngremes e rios que serpenteiam pelo fundo, são cenários perfeitos para caminhadas e momentos de contemplação. Os miradouros espalhados pela serra, como o Miradouro das Portas do Sol na Covilhã, oferecem vistas largas que se estendem por muitos quilómetros. O Vale Glaciar do Zêzere é um dos exemplos mais marcantes, e a estrada N338 que liga Manteigas ao planalto é considerada uma das mais bonitas de Portugal.
Municípios e comunidade da Serra da Estrela
A Serra da Estrela é também uma região habitada, com cidades e aldeias que mantêm as suas tradições e modos de vida. A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) coordena a promoção e o desenvolvimento equilibrado deste território, juntando esforços para valorizar o património local e oferecer uma experiência autêntica a quem visita.
Principais cidades: Covilhã, Guarda, Manteigas e Seia
A região inclui várias cidades e vilas que funcionam como portas de entrada para a serra. A Covilhã, conhecida como cidade da lã, tem uma forte história ligada à indústria têxtil e um percurso de arte urbana bastante ativo. A Guarda, a cidade mais alta de Portugal, destaca-se pela catedral gótica e pelo ambiente medieval. Manteigas, situada no Vale Glaciar do Zêzere, é um excelente ponto de partida para explorar a natureza envolvente. Seia é famosa pelo seu pão e pelo queijo de ovelha amanteigado, e abriga museus como o do Pão, o do Brinquedo e o Museu Natural da Eletricidade. Outras localidades, como Gouveia, Folgosinho, Linhares da Beira e Sabugueiro (a aldeia mais alta de Portugal), completam esta rede de pontos de interesse, cada qual com o seu próprio carácter.
Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela
A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) junta 15 municípios que cooperam para defender interesses comuns. Os municípios são: Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso. A CIMBSE tem um papel importante na gestão e valorização dos recursos naturais, culturais e turísticos, ajudando a manter a Serra da Estrela como destino de referência, com oferta variada e sustentável. O site cimbse.pt disponibiliza mais informações sobre os seus projetos.
Cultura, história e tradições na Serra da Estrela
A Serra da Estrela é um espaço cheio de cultura e história, onde práticas antigas convivem com a vida atual. Cada aldeia, cada festa e cada peça de artesanato contam algo sobre um povo criativo e resistente, que conseguiu guardar a sua identidade ao longo dos séculos.

Festas e feiras tradicionais
Durante o ano, realizam-se muitas festas e feiras que celebram a cultura e os produtos locais. São boas oportunidades para os visitantes se aproximarem da vida da comunidade, provarem a comida típica e conhecerem danças, músicas e costumes. Entre estes eventos estão, por exemplo, a “Festa da Cereja” no Fundão, em junho, o “Mercado da Terra” e o “Festival da Cherovia”, que animam a região e atraem muitas pessoas.
Património histórico e museus
O património histórico da Serra da Estrela é rico, com castelos, muralhas e aldeias antigas que fazem o visitante recuar no tempo. Belmonte, com a sua tradição judaica, e Linhares da Beira, com o castelo e as ruas em granito, são bons exemplos. A região conta ainda com vários museus interativos sobre temas distintos, como os Descobrimentos, o automóvel, os lanifícios e a natureza. Em Seia, o Museu do Pão, o Museu do Brinquedo e o Museu Natural da Eletricidade são paragens obrigatórias para quem gosta de aprender e ao mesmo tempo se divertir.
Ofícios e artesanato da região
Os ofícios tradicionais e o artesanato fazem parte da alma da Serra da Estrela. Técnicas antigas, como o burel e o “cobertor de papa”, continuam a ser usadas e renovadas, criando peças únicas que mostram a habilidade dos artesãos locais. A lã é central na história e na economia da região, e o Museu dos Lanifícios, na Covilhã, é uma boa forma de conhecer essa herança. Comprar queijo da serra, enchidos e mel diretamente aos produtores é uma forma simples de apoiar estas atividades.
Quando visitar a Serra da Estrela?
A Serra da Estrela é bonita em qualquer altura, mas a experiência muda bastante conforme a estação do ano. Cada período mostra um lado diferente do Geoparque, com motivos próprios de interesse.
Estações do ano e clima
Qualquer estação é boa para visitar a Serra da Estrela. No inverno, a serra fica coberta de neve e torna-se o grande centro de desportos de inverno do país, com ski, trenó e snowboard. As vistas a partir da Torre são impressionantes e, em dias claros, é possível ver o mar. Na primavera e no outono, a serra enche-se de cores fortes, o que agrada em especial a quem gosta de caminhadas e atividades ao ar livre. No verão, quando o calor aumenta, as muitas praias fluviais e 25 lagoas oferecem locais perfeitos para banhos e descanso; as praias fluviais de Loriga, Unhais da Serra e Paul são bons exemplos.
Principais eventos e festivais
Além da natureza, a Serra da Estrela oferece vários eventos e festivais ao longo do ano. O Festival da Cereja no Fundão, em junho, é muito procurado por quem visita a região. O Festival da Cherovia e o Mercado da Terra também destacam os produtos locais e as tradições. Estes eventos juntam música, dança, gastronomia e artesanato, garantindo atividades interessantes em qualquer época.
Como chegar à Serra da Estrela?
Chegar à Serra da Estrela é relativamente simples, mas ter carro próprio (ou alugado) ajuda muito para explorar a região com liberdade. A localização central facilita o acesso a partir das principais cidades portuguesas.
Principais acessos rodoviários
A serra é servida por uma boa rede de estradas que permitem chegar de vários lados. De Lisboa são cerca de 291 km, e do Porto aproximadamente 204 km. Estradas como a EN 339 e a N338 são muito agradáveis de percorrer e oferecem belas vistas. No entanto, convém estar atento às condições do tempo, sobretudo no inverno, já que a neve pode afetar o trânsito em certas zonas. Antes de viajar, é boa ideia confirmar o estado das estradas, principalmente se o objetivo for subir à Torre em época de neve.
Transportes públicos e alternativas
É possível chegar a algumas cidades da Serra da Estrela de transportes públicos, como autocarros. No entanto, visitar o Parque Natural e as aldeias mais isoladas sem carro torna-se bastante difícil. Se não tiver viatura própria, o melhor é alugar um carro para poder circular à vontade. Existem também excursões e tours organizados, úteis para quem não quer conduzir, embora limitem a liberdade na escolha dos horários e paragens.
Dicas práticas para visitar a Serra da Estrela
Uma viagem à Serra da Estrela pode ser marcante, mas convém preparar alguns detalhes. Pequenos cuidados podem fazer uma grande diferença para que tudo corra bem.
Melhores alturas e recomendações para turistas
Como já referido, a Serra da Estrela tem interesse em todas as estações. No inverno, leve roupa muito quente e aproveite os desportos de neve. Na primavera e no outono, as temperaturas são mais suaves e agradáveis para caminhadas. No verão, foque-se nas praias fluviais e lagoas para se refrescar. Em qualquer época, é boa prática reservar alojamento com antecedência, sobretudo em períodos de maior procura, e dar preferência a unidades com opção de cancelamento. Para viagens curtas de 2 ou 3 dias, pode compensar dormir em localidades diferentes, reduzindo grandes deslocações diárias.
O que levar para a montanha
Ao fazer a mala para a Serra da Estrela, pense bem na estação do ano e nas atividades que quer realizar. No inverno, são indispensáveis roupa quente, impermeável e calçado adequado para neve. Nas outras estações, leve várias camadas de roupa, porque o clima na montanha muda depressa. Protetor solar, chapéu, óculos de sol e bons sapatos de caminhada são importantes se for fazer trilhos. Leve também máquina fotográfica (ou telemóvel com boa câmara) para registar as paisagens e uma garrafa de água reutilizável para se manter hidratado.
Informações úteis e postos de turismo
Para informações de detalhe e apoio durante a visita, os postos de turismo são uma grande ajuda. Pode contactar, por exemplo:
- Posto de Turismo da Covilhã – Av. Frei Heitor Pinto, 19, 6200-113 Covilhã. Tel: +351 275 319 560, email: [email protected]
- Posto de Turismo de Manteigas – Rua Dr. Esteves de Carvalho, 2, 6260-144 Manteigas. Tel: +351 275 981 129, email: [email protected]
- Welcome Center – Posto de Turismo da Guarda – Praça Luís de Camões, 21, 6300-725 Guarda. Tel: +351 271 205 530, email: [email protected]
Existem ainda publicações úteis, como a “Brochura Genérica Centro de Portugal”, o “Guia | Beiras e Serra da Estrela” e o “Mapa das Beiras e Serra da Estrela”, que ajudam a organizar o percurso.
Roteiro para visitar a Serra da Estrela
Explorar a Serra da Estrela pode adaptar-se a diferentes durações e gostos. Seja para poucos dias ou para uma estadia mais longa, há sempre muitos locais interessantes para conhecer.
Roteiro de 3 dias: O que ver e fazer?
Um roteiro de 3 dias permite conhecer melhor a região. Este plano parte do princípio que tem carro à disposição e não inclui os dias de viagem até à serra. Sugestão de percurso:
- Dia 1: Seia – Loriga – Unhais da Serra – Paul – Covilhã. Comece em Seia, visitando o Museu do Pão, o Museu do Brinquedo e o Museu Natural da Eletricidade. Siga para Loriga, muitas vezes chamada de “Suíça Portuguesa”, e aproveite a praia fluvial. Continue para as praias fluviais de Unhais da Serra e Paul. Termine o dia na Covilhã, explorando o centro histórico e os murais de arte urbana.
- Dia 2: Covilhã – Covão d’Ametade – Torre – Lagoa Comprida (Covão dos Conchos) – Sabugueiro – Cabeça do Velho – Gouveia. Saia cedo. Visite o Covão d’Ametade, onde nasce o rio Zêzere, e suba à Torre, o ponto mais alto do continente. Siga para a Lagoa Comprida e, se tiver tempo e energia, faça a caminhada até ao curioso Covão dos Conchos. Passe em Sabugueiro, a aldeia mais alta de Portugal, veja a formação rochosa Cabeça do Velho e termine o dia em Gouveia.
- Dia 3: Gouveia – Folgosinho – Linhares da Beira – Barragem Vale Rossim – Poço do Inferno – Vale Glaciar – Manteigas. Comece em Folgosinho, aldeia ligada à lenda de Viriato. Depois, visite Linhares da Beira, uma das Aldeias Históricas mais bonitas. Continue para a Barragem e Praia Fluvial do Vale do Rossim, a praia fluvial mais alta do país. Não perca o Poço do Inferno, talvez a cascata mais fotogénica da serra, e termine o dia a percorrer a N338 pelo Vale Glaciar do Zêzere até Manteigas.
Sugestão de roteiro para 2 dias
Se só tiver 2 dias, vai ter de selecionar melhor o que quer ver. Para aproveitar melhor, pode ser útil dormir em locais diferentes. Uma sugestão:
- Dia 1: Covilhã – Unhais da Serra – Torre – Covão d’Ametade – Vale Glaciar – Poço do Inferno – Manteigas. Reúne alguns dos pontos mais marcantes da zona central da serra.
- Dia 2: Manteigas – Nascente do Mondego – Vale do Rossim – Sabugueiro – Lagoa Comprida (Covão dos Conchos) – Loriga – Seia. Foca-se nas paisagens glaciares e nas aldeias de maior altitude.
Comprimir um roteiro de 3 dias em 2 significa mais tempo de carro e menos tempo para estar em cada local, por isso planeie bem os horários.
Mapa dos principais pontos a visitar
Embora não seja possível incluir aqui um mapa interativo, ajuda muito ter um mapa físico da região ou usar aplicações de GPS com mapas offline para se orientar. Os postos de turismo fornecem mapas detalhados com os principais pontos de interesse, estradas panorâmicas, trilhos e aldeias. Planeie as rotas com antecedência para usar melhor o tempo e evitar surpresas.
O que ver e fazer na Serra da Estrela?
A Serra da Estrela oferece muitas atividades, agradando a quem gosta de natureza, desporto, história ou cultura.
Pontos turísticos imperdíveis
Entre os locais que não deve perder estão a Torre, o ponto mais alto de Portugal Continental, o Covão dos Conchos com o seu famoso “sumidouro”, o Poço do Inferno, uma cascata em ambiente de serra, e a Lagoa Comprida, a maior lagoa do maciço superior. O Vale Glaciar do Zêzere é uma paisagem de grande impacto, e os vários miradouros garantem vistas muito amplas.
Aldeias históricas e vilas de montanha
A região é rica em aldeias históricas, como Belmonte e Linhares da Beira, com castelos, igrejas antigas e ruas de traça medieval. As vilas de montanha, como Sabugueiro, Loriga e Manteigas, permitem um contacto direto com a vida local, com casas de granito, tradições ligadas ao pastoreio e cozinha regional. Perto da Guarda, as aldeias de montanha de Corujeira, Trinta, Videmonte e Vila Soeiro também merecem uma visita.
Trilhas e percursos na montanha
Para quem gosta de caminhar, a Serra da Estrela é ideal, com mais de 300 km de trilhos sinalizados no Parque Natural. Entre os percursos mais conhecidos estão o Trilho do Covão dos Conchos, a Rota da Garganta de Loriga e a Rota das Faias, muito bonita no outono. Os Passadiços do Mondego, perto da Guarda, são um dos percursos pedestres mais recentes em Portugal, com paisagens naturais marcantes e vários geossítios do Estrela Geopark. Para os mais experientes existem trilhos mais exigentes, como o do Poço do Inferno.
Atividades de natureza e aventura
A Serra da Estrela é um grande cenário para atividades ao ar livre. No inverno, a estância de ski da Torre é o único local em Portugal onde se pode esquiar, fazer snowboard ou andar de trenó. No verão, as praias fluviais de Loriga, Unhais da Serra, Paul e Vale do Rossim convidam a banhos e descanso. O Parque Ecológico de Gouveia oferece contacto com animais e atividades ligadas à educação ambiental. Linhares da Beira é conhecida como Capital do Parapente em Portugal, sendo um ótimo local para voos de parapente. A região também é muito boa para ciclismo, escalada e observação de fauna.
Saúde, bem-estar e experiências únicas
A Serra da Estrela não se resume à aventura. É também um lugar indicado para quem procura descanso, saúde e bem-estar. As águas puras e o ambiente calmo das montanhas criam um contexto ideal para recuperar as energias.
Termas e spas de montanha
A região conta com várias nascentes de águas com propriedades terapêuticas. As termas e spas de montanha são ótimas para cuidar do corpo e da mente. O Aquadome, nas Termas de Unhais da Serra, em pleno Parque Natural, é o primeiro mountain spa do país e um dos maiores da Europa, combinando bem-estar, lazer, conforto e algum luxo. Outras opções incluem:
- Termas de Almeida – Fonte Santa, com águas puras;
- Termas do Cró, ideais para aliviar o stress diário, com águas medicinais;
- Termas de Longroiva, indicadas para problemas reumáticos;
- Termas Caldas de Manteigas, recomendadas para questões respiratórias.
Atividades para relaxamento e autocuidado
Além das termas, há várias formas de relaxar na Serra da Estrela: caminhadas suaves em trilhos rodeados de natureza, momentos de meditação em pontos altos com boas vistas, ou simplesmente ficar a observar a paisagem. O ar limpo e o silêncio das montanhas ajudam a desligar da rotina urbana e a ganhar equilíbrio. Muitos alojamentos oferecem também serviços de spa e massagens, completando a experiência de descanso.
Onde ficar hospedado na Serra da Estrela?
A escolha do alojamento influencia bastante a experiência. A região oferece muitas opções, desde hotéis de quatro estrelas a pequenas casas rurais, para diferentes orçamentos e estilos de viagem.
Sugestões de hotéis e casas rurais
Algumas sugestões de alojamento:
- Villa Silene (Tortosendo, Covilhã) – Turismo rural com ambiente familiar, confortável e pequeno-almoço muito apreciado.
- Sport Hotel Gym + SPA (Covilhã) – Opção económica com bons níveis de conforto, ginásio e spa.
- Puralã – Wool Valley Hotel & SPA (Covilhã) – Hotel de 4 estrelas, com excelente restaurante, piscinas e spa completo.
- Lam Hotel dos Carqueijais – Bom para quem quer ficar mais perto do centro da serra, com preços mais acessíveis fora da época alta.
- Outras opções – Solar das Tílias, Casa Cerro da Correia, Lugar nas Estrelas e Estrela Serenity, entre outros alojamentos rurais acolhedores.
Alojamento para famílias, casais e grupos
Há soluções para todos os tipos de viajantes:
- Famílias: hotéis com espaço e atividades para crianças, como o Sport Hotel Gym + SPA (com Fun Zone).
- Casais: alojamentos mais românticos e com spa, como o Puralã – Wool Valley Hotel & SPA ou o Alkimya em Alcongosta.
- Grupos: casas rurais e alojamentos locais com maior capacidade, como a Casa Ci – CC Holiday Village (5 estrelas) ou o Aqua Village, Health Resort & Spa.
Reservar com antecedência ajuda a conseguir melhores preços e as opções mais adequadas ao seu perfil.
Opções de spas e bem-estar
Muitos alojamentos na Serra da Estrela incluem serviços de spa, oferecendo massagens, circuitos de água e outros tratamentos. Além do Aquadome em Unhais da Serra e dos hotéis já citados, destacam-se o TheVagar Country House (Belmonte) e o Hotel Lusitânia Congress & SPA (Guarda), que proporcionam um ambiente calmo e vocacionado para descanso e cuidados pessoais. São escolhas indicadas para quem quer uma escapadinha de relaxamento, tirando partido também das propriedades das águas da serra.
Onde comer na Serra da Estrela?
A gastronomia da Serra da Estrela é rica e cheia de sabor, baseada em produtos locais e receitas tradicionais. É um verdadeiro passeio pelos pratos típicos da cozinha portuguesa de montanha.
Restaurantes recomendados
Alguns restaurantes a considerar:
- Alkimya (Alcongosta) – Ideal para um jantar mais especial, com pratos criativos baseados na cozinha tradicional, boas vistas e opções vegetarianas.
- Lenda Viriato (Unhais da Serra) – Conhecido por pratos como a tábua lusitana e o tornedó de vitela com Queijo da Serra.
- A Margarida I (Nossa Senhora do Desterro, Seia) – Famosa pela chanfana à Senhora do Desterro, muitas vezes considerada a melhor da serra.
- Restaurante Hélder (Paul) – Muito apreciado pelas alheiras e pelo cabrito assado no forno.
- Mirante da Estrela (Sabugueiro) – Restaurante simples, com comida caseira e preços acessíveis; destaque para o javali estufado.
- Varanda da Estrela (Penhas da Saúde) – Espaço acolhedor com pratos como posta de bacalhau na brasa e javali com castanhas.
- O Albertino (Folgosinho) – Verdadeira instituição gastronómica, com menu fixo que inclui vários pratos tradicionais e sobremesas, ideal para quem vai com bom apetite.
Gastronomia regional e iguarias típicas
A cozinha da serra não se limita ao famoso Queijo da Serra. Inclui muitos outros produtos e pratos:
- Enchidos variados;
- Borrego e cabrito (especialmente cabrito assado);
- Produtos de urtiga e outros ingredientes locais;
- Azeites de montanha e mel;
- Vinhos da Beira Interior, Dão e Douro para acompanhar as refeições.
Entre os doces, destacam-se as cerejas, amêndoas, sardinhas doces, cavacas, bola doce, papas de carolo e o requeijão com doce de abóbora. São sobremesas e guloseimas típicas que vale a pena provar.
Queijo Serra da Estrela: tradição e sabores
O Queijo Serra da Estrela é o grande símbolo da gastronomia local, com Denominação de Origem Protegida e uma longa história. Produzido apenas com leite de ovelha da raça Bordaleira, pode ser amanteigado ou mais seco, de cor amarela e sabor intenso e marcante. Uma visita a Celorico da Beira para ver como se produz o verdadeiro Queijo da Serra é uma experiência muito enriquecedora. Acompanhado por um bom vinho da Beira Interior, leva à mesa uma das melhores expressões da generosidade da Serra da Estrela.


