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Segurança na internet é o conjunto de práticas, ferramentas e cuidados que usamos para proteger nossas atividades e informações no ambiente online. Mas o que significa, na prática, estar seguro na internet? Significa agir de forma preventiva para proteger nossa privacidade, nossos dados pessoais e financeiros e a integridade dos nossos aparelhos contra ataques de criminosos virtuais. Esse conceito é amplo e inclui desde a forma como usamos o navegador e nos comportamos online até a força da segurança da nossa rede.

Hoje, grande parte da nossa vida pessoal e profissional acontece na internet, por isso conhecer e aplicar regras básicas de segurança digital é tão importante quanto trancar a porta de casa ao sair. A internet traz muitas facilidades, mas também é um espaço cheio de riscos que podem causar prejuízos financeiros, emocionais e até físicos. Proteger-se não é só usar tecnologia: envolve atenção, cuidado e bons hábitos digitais no dia a dia.

O que é segurança na internet?

Segurança na internet é como um escudo invisível em volta da nossa vida digital. Inclui todos os cuidados que tomamos para proteger a parte tecnológica – computadores, celulares, tablets e dispositivos inteligentes – e as informações que circulam entre eles. É uma área em constante mudança que procura encontrar e corrigir falhas, impedindo que dados importantes cheguem a pessoas erradas e que sistemas sejam afetados por ações maliciosas.

Mais do que um conjunto de programas, segurança na internet é uma forma de pensar. Ela nos incentiva a desconfiar, checar e agir com cuidado em cada ação online. Faz parte da cibersegurança e da segurança de computadores, com foco nas atividades e transações feitas pela rede. O objetivo principal é manter a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados e sistemas.

Escudo digital azul brilhante protege ícones de dados pessoais financeiros e de comunicação em uma esfera de código binário e conexões de rede, transmitindo segurança e confiança.

Quais são os princípios fundamentais da segurança online?

A base da segurança online é formada por três pontos principais: confidencialidade, integridade e disponibilidade (conhecidos como CIA).

  • Confidencialidade: garante que informações sensíveis só sejam vistas por pessoas autorizadas, afastando curiosos e invasores.
  • Integridade: garante que os dados permaneçam corretos e sem alterações indevidas, evitando que sejam modificados por terceiros.
  • Disponibilidade: garante que sistemas e informações estejam acessíveis quando forem necessários, evitando interrupções causadas por ataques ou falhas.

Além desses três, outros pontos importantes são:

  • Autenticação: confirmar se o usuário é quem diz ser.
  • Autorização: definir o que cada usuário, já autenticado, pode fazer.
  • Não-repudiação: impedir que alguém negue que realizou uma ação ou transação.
  • Resiliência: capacidade de um sistema se recuperar rápido depois de falhas ou ataques.

Aplicar esses princípios é a base de uma boa estratégia de segurança online, tanto para pessoas quanto para empresas.

Por que a segurança na internet é importante?

A segurança na internet é essencial na vida digital atual. Ela protege pessoas e organizações de muitos tipos de ameaças que podem trazer grandes prejuízos. Sem os devidos cuidados, dados privados podem ser lidos, interceptados ou roubados, causando roubo de identidade, fraudes financeiras e até perda total de informações digitais.

Os riscos não se resumem ao dinheiro: ataques podem afetar a reputação, causar estresse emocional e violar a privacidade de forma séria. Empresas e órgãos públicos que guardam dados de clientes ou funcionários correm um risco ainda maior, pois uma invasão pode afetar muitas pessoas ao mesmo tempo. Segurança na internet, portanto, é necessidade básica para que o uso da rede seja produtivo, prático e também seguro contra criminosos que tentam explorar falhas.

Principais ameaças à segurança na internet

O ambiente digital muda o tempo todo e, com ele, surgem novas ameaças à segurança online. Criminosos virtuais atualizam suas táticas constantemente, por isso é importante que usuários e organizações conheçam os riscos mais comuns. Entender essas ameaças é o primeiro passo para criar defesas eficientes e usar a internet com mais tranquilidade.

Existem muitos tipos de ataques, desde programas maliciosos que entram escondidos em nossos sistemas até golpes que tentam enganar pessoas para roubar informações. A grande conexão entre dispositivos e serviços aumenta o número de portas de entrada que os criminosos podem explorar para causar danos.

Figura de hacker encapuzada sentada em uma sala escura diante de múltiplos monitores com códigos e alertas de segurança, criando uma atmosfera de ameaça digital.

Malware, vírus e ransomware

Malware é o nome genérico para qualquer software malicioso criado para causar dano a um sistema, rede ou dispositivo. Esse grupo inclui vírus, worms, cavalos de Troia, spyware, adware e o conhecido ransomware.

Vírus são programas que se ligam a outros arquivos e se copiam sozinhos, espalhando-se pelo sistema e podendo corromper dados ou alterar o funcionamento de aparelhos. Worms são programas que também se replicam, mas conseguem se espalhar por redes sem depender de ações do usuário, consumindo recursos e abrindo portas para outros malwares.

Ransomware é um tipo de malware que bloqueia o acesso a arquivos, sistemas ou dispositivos e exige um pagamento (geralmente em criptomoedas, como Bitcoin) para liberar o acesso. Exemplos conhecidos são Maze, Conti, GoldenEye, Bad Rabbit, Jigsaw, Locky e WannaCry. Mesmo pagando, não há garantia de que os invasores realmente liberarão os arquivos. Ataques de ransomware vêm crescendo, e novas variações surgem com frequência.

Phishing e engenharia social

Phishing é um tipo de ataque que usa e-mails, mensagens ou postagens em redes sociais falsas para convencer as pessoas a revelar dados confidenciais, como senhas ou números de cartão de crédito. Os criminosos se passam por bancos, empresas conhecidas, colegas de trabalho ou serviços populares para levar o usuário a clicar em links maliciosos ou abrir anexos infectados.

Engenharia social é o uso de truques e manipulação psicológica para fazer alguém tomar uma ação ou revelar informações confidenciais. O phishing é um exemplo desse tipo de ataque. As mensagens e sites falsos estão cada vez mais parecidos com os reais, o que dificulta a identificação para quem não está atento. Houve um aumento de 61% nos ataques de phishing em 2022, mostrando o quanto essa técnica ainda funciona.

Roubo de identidade

Roubo de identidade é uma das formas mais graves de ataque online. Ele acontece quando criminosos obtêm dados pessoais e financeiros importantes, como nome completo, endereço, logins, CPF, número de documento oficial ou data de nascimento. Com essas informações, podem se passar pela vítima para fazer compras, pedir empréstimos, solicitar benefícios ou cometer outros crimes.

Reverter os danos de um roubo de identidade pode levar meses ou anos, exigindo muito tempo, dinheiro e esforço. O hábito de expor dados pessoais nas redes e em sites torna esse crime cada vez mais comum. A melhor proteção é ter muito cuidado com as informações que se compartilha e usar boas ferramentas de segurança nas contas online.

Ataques a redes Wi-Fi e dispositivos IoT

Redes Wi-Fi, principalmente as públicas, são alvos frequentes de ataques. Em cafés, shoppings, aeroportos e hotéis, a falta de proteção adequada facilita a ação de criminosos, que podem observar o que você faz online e roubar senhas e dados pessoais. Entre os riscos mais comuns estão:

  • Packet sniffing: interceptar dados não criptografados que passam pela rede;
  • Ataques “man in the middle”: o invasor se coloca entre o usuário e o ponto de acesso, lendo ou alterando as comunicações;
  • Redes falsas (honeypots): pontos de Wi-Fi criados por criminosos para coletar informações.

A Internet das Coisas (IoT) inclui itens como relógios inteligentes, geladeiras conectadas, monitores de atividade física e assistentes de voz. Esses dispositivos trocam muitos dados e, muitas vezes, não têm boa proteção. Isso abre espaço para invasões em grande escala. Proteger os aparelhos IoT e a rede onde eles estão conectados é um passo importante para manter a segurança online.

Spam e golpe online

Spam é qualquer mensagem não solicitada enviada em grande quantidade, por e-mail, SMS ou redes sociais. Embora pareça apenas chato, o spam muitas vezes traz links para sites maliciosos, anexos infectados ou faz parte de golpes complexos. Pode ser usado para espalhar malware, danificar redes e lançar ataques de ransomware.

Golpes online são tentativas de enganar pessoas para roubar dinheiro ou dados pessoais, muitas vezes explorando emoções, pressa ou desconhecimento. Podem aparecer como promoções falsas, sorteios inexistentes, ofertas de emprego mentirosas ou pedidos de ajuda urgentes de pessoas que fingem ser conhecidas. Desconfiar, verificar as informações e denunciar atividades suspeitas são atitudes importantes para não cair nesses golpes.

Como proteger seus dados e privacidade online

Cuidar dos seus dados e da sua privacidade online é um processo contínuo. Em um cenário em que informação vale muito e criminosos virtuais estão sempre atentos, cada pequeno cuidado faz diferença. A boa notícia é que muitas medidas simples já aumentam bastante a sua proteção.

Desde escolher senhas até ajustar a privacidade nas redes sociais, cada decisão no uso da internet é uma chance de se proteger melhor. A seguir, veja algumas estratégias importantes para manter seus dados seguros e preservar sua privacidade.

Confidencialidade e proteção de informações pessoais

Proteger a confidencialidade dos seus dados pessoais é básico na segurança online. Isso significa garantir que dados sensíveis – como nome completo, endereço, CPF, dados bancários e logins – sejam acessíveis apenas por quem você autoriza.

Para isso, tenha cuidado com o que compartilha e com quem compartilha. Antes de preencher formulários, criar contas ou fazer pagamentos, confirme se o site é verdadeiro. Sempre que der, use apelidos ou nomes de usuário que não revelem dados reais. Lembre-se de que fotos e vídeos também podem mostrar detalhes importantes, como o endereço da sua casa, placa de carro ou uniforme de escola, que podem ser usados por criminosos.

Importância de senhas fortes e exclusivas

Senhas fortes são a primeira barreira contra acessos indevidos. Cerca de 50% das pessoas usam a mesma senha em várias contas, e 81% das invasões em empresas estão ligadas a senhas fracas, o que mostra o tamanho do problema.

Uma boa senha deve:

  • Ter pelo menos 12 caracteres;
  • Misturar letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos;
  • Evitar dados óbvios (datas de aniversário, nomes de parentes ou pets, “1234”, “senha”).

Use uma senha diferente em cada serviço importante e troque-as periodicamente. Quanto mais difícil for a senha, mais complicado será para um invasor descobri-la, mesmo com ferramentas automáticas.

O que é autenticação multifator (MFA)?

Autenticação multifator (MFA) é uma camada extra de proteção que pede dois ou mais passos de verificação para acessar uma conta. Além da senha, você precisa usar outro tipo de prova de identidade, o que dificulta muito a vida de quem tentar invadir sua conta.

Esse segundo fator pode ser:

  • Um código enviado por SMS ou e-mail;
  • Um aplicativo autenticador;
  • Resposta a perguntas de segurança;
  • Biometria (impressão digital, rosto, voz).

Mesmo que alguém descubra sua senha, a MFA torna bem mais difícil o acesso indevido. Ative essa opção sempre que possível, especialmente em e-mails, redes sociais e bancos.

Ilustração educativa mostrando os passos da Autenticação Multifator com ícones de senha, código no smartphone e impressão digital conectados a um cadeado de segurança verde com sinal de verificação.

Gerenciadores de senhas: vantagens e riscos

Gerenciadores de senhas são programas que criam, guardam e organizam todas as suas senhas em um “cofre” digital. Eles permitem usar senhas diferentes e complexas em cada conta sem precisar memorizá-las. Muitos preenchem os dados de login automaticamente, tornando o acesso mais rápido e reduzindo erros.

Principais vantagens:

  • Maior segurança (senhas fortes e diferentes);
  • Praticidade;
  • Menos chance de repetir senhas fracas.

Os riscos estão no fato de que, se o gerenciador for comprometido, muitas contas podem ficar expostas. Por isso, escolha um serviço confiável, use uma senha mestra bem forte e única e mantenha o programa sempre atualizado.

Configurações de privacidade em redes sociais

Redes sociais são ótimas para comunicação, mas também podem expor muitos dados se as configurações de privacidade não forem bem usadas. É importante revisar essas opções com frequência para controlar quem vê suas postagens, fotos, lista de amigos e dados do perfil.

A maioria das plataformas permite escolher o público de cada publicação, limitar quem pode enviar mensagens ou acompanhar seu perfil e restringir o uso da sua localização. Ao mostrar suas informações só para pessoas de confiança, você reduz o risco de roubo de dados e ataques de engenharia social. Pense que tudo o que você publica pode, de alguma forma, ser usado contra você.

Cuidados ao compartilhar fotos, vídeos e outros dados

Postar fotos, vídeos e outros conteúdos é algo comum, mas requer cautela. Esses arquivos podem ter metadados (como localização) e elementos visuais que indicam onde você mora, que horas costuma sair de casa, quais objetos de valor possui, onde estuda ou trabalha.

Antes de postar, avalie o que a imagem ou vídeo pode revelar. Sempre que possível, desative o registro de localização. Tenha cuidado redobrado ao publicar conteúdo de crianças. O SeguraNet, por exemplo, reforça a importância de pensar bem antes de divulgar imagens e dados pessoais. Uma boa regra é: se você não contaria algo a um desconhecido na rua, não coloque isso online.

Proteção de dispositivos, redes e comunicação

Segurança na internet também envolve proteger os aparelhos que usamos e as redes pelas quais nos conectamos. Em um ambiente com tantos dispositivos ligados entre si, cuidar de computadores, celulares, roteadores e da comunicação entre eles é essencial. Qualquer ponto mal protegido pode servir de porta de entrada para um ataque.

Desde a configuração do roteador Wi-Fi até a escolha de aplicativos para o celular, cada decisão afeta o nível de proteção geral. Ter uma visão ampla da sua “vida digital” e proteger todos os seus equipamentos ajuda a criar uma barreira forte contra ameaças.

Como configurar o roteador Wi-Fi com segurança

O roteador Wi-Fi é o “portão” da sua casa para a internet, por isso precisa estar bem configurado. Ele controla o tráfego entre sua rede e o mundo externo e define quem pode se conectar.

Alguns passos importantes:

  • Mudar o usuário e a senha padrão de acesso ao painel do roteador;
  • Criar uma senha forte para a rede Wi-Fi;
  • Desativar recursos que não usa, como acesso remoto, UPnP e WPS;
  • Manter o firmware atualizado, instalando as versões mais recentes fornecidas pelo fabricante.

Essas ações mostram que o roteador está sendo administrado ativamente e reduzem as chances de que sua rede se torne alvo de invasões.

Importância do antivírus e firewall

Antivírus e firewall são ferramentas básicas para proteger seus dispositivos.

O antivírus é o programa que encontra, bloqueia e remove softwares maliciosos como vírus, worms, trojans e ransomware. Ter um antivírus atualizado, como as soluções completas de segurança (por exemplo, Kaspersky Premium), ajuda a barrar ataques em tempo real.

O firewall funciona como um filtro entre o computador e a rede. Ele controla o tráfego que entra e sai e impede conexões não autorizadas. Sistemas operacionais modernos já vêm com firewall integrado. Verifique se ele está ativo e configurado para receber atualizações automáticas.

Quando e por que usar VPN?

Uma Rede Privada Virtual (VPN) cria um “túnel” criptografado entre seu dispositivo e um servidor remoto. Todo o seu tráfego de internet passa por esse túnel, deixando seus dados muito mais difíceis de serem interceptados.

Use VPN, principalmente, em redes Wi-Fi públicas, como em cafés, hotéis e aeroportos, onde a segurança costuma ser fraca. A VPN:

  • Criptografa sua conexão;
  • Esconde seu endereço IP real;
  • Ajuda a evitar sniffing de dados e ataques “man in the middle”.

Também é útil em casa para aumentar a privacidade, dificultando o rastreamento da sua navegação pelo provedor de internet.

Segurança em dispositivos móveis: aplicativos e permissões

Celulares e tablets carregam grande parte da nossa vida digital e, por isso, são alvos frequentes de ataques. Um dos pontos mais importantes é o cuidado com aplicativos.

Antes de instalar um app, veja:

  • Se ele vem de uma loja oficial (Google Play, App Store);
  • As avaliações e comentários de outros usuários;
  • Quais permissões ele pede (acesso à localização, contatos, câmera, microfone, etc.).

Desconfie de aplicativos que pedem mais acesso do que precisam. Mantenha o sistema e os aplicativos atualizados e use um antivírus para celular, como o Kaspersky Mobile Security, para detectar ameaças.

Cuidados com software espião e spoofing de telefone

Spyware é um tipo de malware que acompanha o que você faz no dispositivo sem que você saiba. Pode registrar chamadas, mensagens, localização e até ativar câmera e microfone.

Sinais de possível spyware:

  • Bateria acabando rápido sem explicação;
  • Telefone esquentando demais;
  • Aplicativos que você não lembra de ter instalado;
  • Mensagens estranhas.

Se suspeitar, remova apps desconhecidos, atualize o sistema e, se necessário, restaure o aparelho para as configurações de fábrica.

Spoofing de telefone acontece quando golpistas alteram o número que aparece no identificador de chamadas, fazendo parecer que a ligação vem do banco, de um órgão público ou de um contato conhecido. O ideal é evitar atender números desconhecidos e, se atender, nunca passar dados pessoais ou bancários. Verifique se sua operadora oferece serviços para identificar spam e, com cuidado, avalie o uso de apps de bloqueio de chamadas.

Como comprar e utilizar serviços online com segurança

Comprar e usar serviços online facilita muito o dia a dia, mas traz riscos se alguns cuidados básicos forem ignorados. Transações financeiras e envio de dados pessoais exigem atenção redobrada para evitar fraudes e roubos.

Adotar bons hábitos de navegação e saber reconhecer sinais de perigo é fundamental para ter experiências online mais seguras.

Verificação de sites antes de compras e transações bancárias

Antes de comprar ou fazer operações bancárias pela internet, confira se o site é confiável. Veja se a URL começa com https:// e se há um cadeado ao lado do endereço. Isso indica o uso de certificado SSL, que criptografa a conexão.

Observe a URL com muito cuidado. Golpistas costumam criar endereços parecidos com os originais, trocando ou acrescentando letras (prática chamada “typosquatting”). Não clique em links recebidos por e-mail ou mensagens suspeitas. Prefira digitar o endereço diretamente no navegador ou usar o aplicativo oficial do banco ou loja.

Evite fazer pagamentos em redes Wi-Fi públicas. Mantenha o sistema, o navegador e os aplicativos atualizados e use uma solução de segurança confiável para ter uma camada extra de proteção.

Cuidados com bilhetes, promoções e aplicativos

Golpes com bilhetes falsos, promoções mentirosas e aplicativos maliciosos são muito comuns, principalmente em datas especiais ou grandes eventos.

  • Compre ingressos apenas em sites oficiais ou revendedores autorizados;
  • Confirme promoções diretamente nos sites das empresas, em vez de clicar em links recebidos;
  • Baixe aplicativos apenas de lojas oficiais ou do site do desenvolvedor;
  • Leia avaliações e revise as permissões solicitadas antes de instalar.

O SeguraNet reforça o cuidado com aplicativos e as permissões que eles pedem, pois isso pode afetar diretamente sua privacidade. Desconfiar de ofertas “imperdíveis” e de apps de origem duvidosa é uma boa defesa.

Dicas práticas de segurança na internet para diferentes públicos

Nem todos usam a internet da mesma forma, então as orientações de segurança também variam. Crianças, adolescentes, estudantes, adultos e profissionais enfrentam riscos diferentes e precisam de dicas específicas.

Conhecer as necessidades de cada grupo ajuda a criar uma cultura de uso responsável e seguro da internet.

Dicas de segurança digital para crianças e adolescentes

Para crianças e adolescentes, o foco é protegê-los de conteúdo impróprio, contatos perigosos, cyberbullying e softwares maliciosos. Algumas orientações importantes:

  • Não compartilhar dados pessoais (senha, endereço, escola, telefone, datas de aniversário);
  • Ter cuidado com fotos e vídeos, que podem revelar detalhes importantes;
  • Usar apelidos que não tenham nome completo ou informações reais;
  • Conversar apenas com pessoas que conhecem fora da internet;
  • Evitar clicar em anúncios chamativos.

Recursos como YouTube Kids, controles parentais e ferramentas como Kaspersky Safe Kids ajudam a tornar o uso da internet mais seguro. Manter o computador em um local comum da casa também facilita o acompanhamento pelos responsáveis.

Mãe e filho sentados juntos em um sofá olhando para um tablet com ícones de redes sociais protegidos, simbolizando orientação parental sobre uso seguro da internet.

Prevenção ao cyberbullying e orientação para pais

Cyberbullying é uma forma de agressão muito séria. As crianças precisam sentir que podem falar com os pais ou responsáveis sempre que algo desagradável acontecer online.

Os adultos devem:

  • Manter diálogo aberto e sem julgamentos;
  • Conhecer as plataformas que os filhos usam;
  • Usar controles parentais para limitar conteúdos e tempo de uso;
  • Buscar informações em projetos como o SeguraNet, que oferece a “Academia Digital para Pais” e materiais sobre “Escola sem Bullying”.

Informação e conversa são as principais armas para apoiar os filhos e proteger a saúde emocional deles na internet.

Sugestões de segurança para estudantes

Estudantes usam a internet para estudar, se informar e se comunicar. Algumas orientações úteis:

  • Conferir a veracidade das informações em mais de uma fonte;
  • Tomar cuidado com sites de fake news, que podem trazer também malwares e golpes;
  • Desconfiar de perfis desconhecidos que tentam contato ou pedem dados pessoais;
  • Ajustar bem as configurações de privacidade em redes sociais e plataformas de estudo.

O SeguraNet oferece materiais específicos para “Estudo em Casa”, reforçando boas práticas de segurança e comportamento saudável online.

Recomendações para adultos e profissionais

Adultos e profissionais lidam, muitas vezes, com dados sensíveis pessoais e de trabalho. Algumas medidas importantes:

  • Usar senhas fortes e únicas em cada conta;
  • Ativar MFA sempre que possível;
  • Utilizar gerenciadores de senhas para organizar logins;
  • Desconfiar de e-mails com anexos e links de remetentes desconhecidos;
  • Ler com atenção as políticas de privacidade de aplicativos e serviços;
  • Em empresas, investir em soluções de segurança (firewall, criptografia) e treinar funcionários.

Cuidados especiais ao acessar internet durante viagens

Durante viagens, é comum usar redes Wi-Fi públicas, que são mais vulneráveis. Alguns cuidados:

  • Usar VPN sempre que entrar em redes abertas;
  • Evitar, sempre que possível, operações bancárias e compras em Wi-Fi público;
  • Manter dispositivos atualizados;
  • Desligar compartilhamento de arquivos e conexão automática a redes desconhecidas;
  • Desconfiar de pontos de Wi-Fi “gratuitos” sem identificação clara;
  • Preferir a rede de dados móveis para acessar informações sensíveis;
  • Evitar publicar em tempo real todos os detalhes de localização nas redes sociais.

Tendências e desafios emergentes em segurança na internet

O cenário de segurança na internet muda rapidamente com o avanço da tecnologia e com as novas técnicas dos criminosos virtuais. Surgem ataques mais sofisticados e a proteção precisa acompanhar essa velocidade.

Da manipulação de áudio e vídeo por inteligência artificial até o impacto da computação quântica, o futuro da segurança digital exigirá adaptação constante.

Ameaças digitais recentes: deepfake, botnets e malvertising

Deepfake usa inteligência artificial para criar vídeos ou áudios falsos muito realistas, fazendo parecer que alguém disse ou fez algo que nunca aconteceu. Isso pode ser usado em golpes, chantagens e campanhas de desinformação.

Botnets são redes de computadores infectados, controlados por criminosos sem que os donos percebam. Essas máquinas “zumbis” podem:

  • Enviar grandes quantidades de spam;
  • Lançar ataques DDoS (negação de serviço) contra sites;
  • Ajudar em fraudes e roubos de dados;
  • Espalhar malwares para outros sistemas.

Já o malvertising é o uso de anúncios online para espalhar malware. Criminosos inserem códigos maliciosos em propagandas que parecem legítimas. Ao carregar a página ou interagir com o anúncio, o usuário pode ser infectado ou redirecionado para sites perigosos.

O futuro da cibersegurança e a computação quântica

No futuro, a segurança digital dependerá ainda mais de tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina, que ajudarão a identificar padrões suspeitos e reagir rápido a ataques.

Empresas devem adotar modelos de “confiança zero”, em que nenhum usuário ou dispositivo é considerado confiável de forma automática, mesmo estando dentro da rede corporativa.

A computação quântica é outro grande desafio no horizonte. Computadores quânticos muito poderosos poderão quebrar vários tipos de criptografia usados hoje. Por isso, pesquisadores já trabalham em métodos de criptografia que resistam a esse novo tipo de processamento. Investir em pesquisa e preparação nessa área é fundamental para manter a segurança no médio e longo prazo.

Prevenção contra perda de dados: integridade e backups

Perder dados importantes pode causar grandes prejuízos, tanto para pessoas quanto para empresas. A prevenção de perda de dados (DLP) busca proteger arquivos contra roubo, alteração e destruição.

O passo mais básico é fazer backups frequentes dos arquivos importantes, em dispositivos externos e/ou na nuvem. É importante testar esses backups para ter certeza de que podem ser restaurados quando necessário.

Empresas também devem usar ferramentas de segurança que monitorem o tráfego em busca de vazamento de dados, além de sistemas de detecção de intrusão e antivírus para evitar alterações indevidas nas informações.

Recursos e iniciativas de educação para cidadania digital

Segurança na internet depende tanto de tecnologia quanto de conhecimento. A educação para a cidadania digital ajuda pessoas de todas as idades a usar a internet de forma segura, ética e responsável.

Existem diversos projetos dedicados a ensinar boas práticas, explicar riscos e orientar pais, professores e alunos. Ter acesso a esses materiais faz diferença na construção de um ambiente online mais seguro.

Projetos como o SeguraNet e sua missão

O SeguraNet é um projeto que promove Educação para a Cidadania Digital. Ele ajuda crianças, jovens, pais, professores e escolas a usar a internet com segurança e responsabilidade.

Entre os temas abordados estão:

  • Proteção de dados pessoais;
  • Prevenção ao cyberbullying;
  • Desinformação e notícias falsas;
  • Uso seguro de novas tecnologias e de ferramentas com IA.

O SeguraNet realiza campanhas como “Cibersegurança nas Escolas”, “Não à Violência Online! Escolhas Conscientes”, “Desinformação em Contexto de Guerra” e “Aplicações Suportadas por IA”. Também oferece materiais específicos para diferentes públicos, como “Jogos SeguraNet” para crianças, “Academia Digital para Pais” e recursos para professores.

Onde encontrar materiais e cursos sobre segurança online

Há muitos lugares onde você pode aprender mais sobre segurança na internet:

  • Empresas de segurança: Kaspersky, Avast, Malwarebytes, Fortinet e outras publicam artigos, guias e análises sobre ameaças e boas práticas.
  • Plataformas de ensino: GCFGlobal (com conteúdos como “O que é segurança na internet”) e sites de cursos online oferecem módulos gratuitos e pagos sobre o tema.
  • Órgãos públicos: Vários governos e polícias (como a Polícia Judiciária com a campanha “Missão Cibersegura”) produzem cartilhas e campanhas sobre crimes virtuais.
  • ONGs e associações: Organizações ligadas à proteção infantil e à segurança digital promovem eventos e materiais, como o Safer Internet Fórum.

Acompanhar notícias e eventos da área, como a conferência “Age & Trust Online”, ajuda a ficar por dentro das discussões atuais sobre privacidade, verificação de idade e segurança digital.

Perguntas frequentes sobre segurança na internet

Segurança na internet é um tema amplo, e é natural surgirem dúvidas. A seguir, veja respostas para questões comuns que ajudam a entender melhor como se proteger.

Quais são os tipos de segurança na internet?

Segurança na internet envolve várias áreas, todas voltadas para proteger atividades online. Alguns tipos principais são:

  • Segurança de Rede: protege a rede e seus recursos contra uso indevido e acesso não autorizado. Inclui firewalls, sistemas de detecção de intrusão e proteção de roteadores.
  • Segurança de E-mail: protege contas e mensagens de e-mail contra invasão, perda e ataques, como phishing e spam.
  • Segurança de Dispositivos (Endpoint): protege computadores, celulares e tablets contra ameaças, usando antivírus, antimalware e controle de permissões.
  • Segurança de Dados e Privacidade: protege informações pessoais e sensíveis contra roubo, vazamento e mau uso, com práticas como senhas fortes, MFA e controle de acesso.
  • Segurança de Aplicações: garante que programas e apps online sejam desenvolvidos e usados com proteção contra invasões e vazamento de dados.
  • Segurança do Navegador: protege o navegador contra sites maliciosos, pop-ups perigosos e rastreamento excessivo.

Qual a diferença entre antivírus e software de segurança para internet?

Embora relacionados, esses termos não significam exatamente a mesma coisa.

O antivírus é um tipo de programa que foca em detectar, bloquear e remover vírus e outros malwares. Ele escaneia arquivos, programas e dispositivos em busca de ameaças.

O software de segurança para internet é um pacote mais completo, que normalmente inclui antivírus e outros recursos, como:

  • Proteção contra vírus, spyware e ransomware;
  • Firewall;
  • Proteção para navegação e bloqueio de sites perigosos;
  • Filtro antispam para e-mails;
  • Controle parental;
  • VPN (em algumas versões);
  • Gerenciador de senhas.

Ou seja, todo software de segurança para internet tem um antivírus, mas um antivírus simples não traz todas as funções de uma solução completa.

O que é segurança de e-mail?

Segurança de e-mail é o conjunto de práticas e recursos usados para proteger contas de e-mail e as mensagens trocadas por elas contra acesso indevido, alteração e perda.

Objetivos principais:

  • Evitar phishing: bloquear e-mails falsos que tentam roubar dados;
  • Bloquear spam: filtrar mensagens em massa não desejadas, muitas vezes usadas em golpes;
  • Impedir malware: barrar anexos e links maliciosos;
  • Proteger a confidencialidade: manter o conteúdo acessível apenas ao remetente e destinatário, muitas vezes com criptografia;
  • Garantir autenticidade: verificar o remetente para evitar falsificação de endereços.

Para aumentar a proteção, use senhas fortes e MFA, tenha cuidado ao clicar em links ou abrir anexos e utilize filtros de spam. Em caso de aumento repentino de spam, vale trocar a senha, pois seu endereço pode ter sido exposto.

Como denunciar crimes digitais?

Denunciar crimes digitais ajuda a combater criminosos e a proteger outras pessoas. Ao se deparar com golpes, cyberbullying, roubo de identidade ou qualquer crime online, é importante agir.

No Brasil, você pode recorrer a:

  • Polícia Civil: muitas vezes com delegacias especializadas em crimes cibernéticos. O boletim de ocorrência pode ser feito online ou presencialmente.
  • Ministério Público: para casos mais graves ou de grande impacto.
  • Canais de denúncia: como a Safernet Brasil, que recebe denúncias de cyberbullying, pornografia infantil e violações de direitos humanos online, além de canais da Polícia Federal.
  • Plataformas: redes sociais, serviços de e-mail e sites de comércio eletrônico têm botões de denúncia e podem remover conteúdo e bloquear contas.
  • Bancos: em fraudes financeiras, entre em contato com o banco imediatamente para bloquear cartões, contas e contestar operações.

Ao denunciar, guarde provas como capturas de tela, links, mensagens, datas e horários. Essas informações ajudam na investigação. Em Portugal, por exemplo, a Polícia Judiciária promove campanhas como “Missão Cibersegura” para incentivar a denúncia de crimes digitais nas escolas e na sociedade em geral.

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